quarta-feira, 9 de março de 2016

VBTP GUARANI


VBTP Guarani
Blindado pode atingir 95 km/h de velocidade máxima | Crédito: Adriano Fagundes
Nos anos 80, dois veículos desenvolvidos pelo Exército Brasileiro ficaram famosos por seu desempenho em tarefas militares ao redor do mundo. Além de servir no Brasil, Urutu e Cascavel integraram as fileiras de países do Oriente Médio, da África e da América Latina. Com a falência da Engesa, empresa que fabricava os veículos, em 1993, a produção foi interrompida, no entanto. E até hoje não havia substituto para eles. Agora o Exército está estreando um novo veículo. O Guarani foi desenvolvido pelo Exército em parceria com a Iveco, empresa do Grupo Fiat. E segundo o coronel Armando Ferreira, supervisor do projeto, foi feito com o objetivo de reunir as virtudes do Urutu e do Cascavel, incorporando outros atributos, ao mesmo tempo. O Urutu, por exemplo, era blindado, mas não tinha proteção antiminas. O projeto começou em 2008, e as primeiras unidades foram entregues este ano.
Bancos no teto
Para conhecer o Guarani, fomos até o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro. Já no primeiro contato, apesar de ter visto o carro antecipadamente por fotos, fiquei impressionado com suas dimensões. Com 7,1 metros de comprimento, 2,6 de altura e 2,8 de largura, ele é maior que um caminhão do tipo VUC (Veículo Urbano de Carga), como o Mercedes Accelo (medindo 6,1 x 2,5 x 2,2 metros, na versão 815/31). Para chegar à cabine, o motorista faz uma escalada vertical, usando o pneu como degrau e, depois, duas alças na lateral da carroceria. O primeiro estágio é o mais difícil, porque o diâmetro externo do pneu (14.00R20) configura um degrau de 1,23 metro. O acesso do motorista à cabine só é possível por uma escotilha, na parte de cima, enquanto os demais podem entrar por escotilhas ou por uma porta/rampa, na traseira. O blindado tem 11 lugares.
VBTP Guarani
Tração nas seis rodas (com opção de 6x4 e bloqueio individual de cada eixo) e pneus run flat | Crédito: Adriano Fagundes
Por definição, o Guarani é uma Viatura Blindada para Transporte de Pessoal (VBTP). Na prática, isso quer dizer que sua função é deslocar as tropas tanto em missões de patrulhamento como em situações de combate armado. Por isso, seu principal compromisso é com a segurança a bordo. Ele é o primeiro blindado nacional com proteção antiminas. Sua base foi construída para suportar até 6 kg de explosivo em qualquer ponto, carga que, uma vez detonada, é suficiente para retirar as 16 toneladas de peso do carro do chão. Segundo os engenheiros do Exército, na homologação do veículo, esse teste foi realizado com manequins no lugar dos ocupantes, e a "tropa" inteira sobreviveu, com 97% de integridade. Houve apenas ferimentos superficiais. Nenhum dummie quebrou as pernas, porque o piso interno e os bancos do Guarani ficam suspensos, ancorados no teto. Além disso, todos os ocupantes viajam perfeitamente ajustados aos bancos, amarrados por cintos de cinco pontos. A carcaça do Guarani também é protegida por aço balístico capaz de resistir a tiros de fuzil 762 perfurante e pode receber blindagem adicional contra projéteis de metralhadora antiaérea calibre .50.
Filtro químico, biológico e nuclear
Nossa avaliação começou pelo compartimento dos soldados. Enquanto reconhecíamos as pistas de testes e escolhíamos os locais para as fotos, viajamos na parte traseira da cabine - que, para nossa surpresa, se mostrou confortável. Nossa experiência em veículos militares é pequena, mas, ao contrário do que imaginávamos, o Guarani tem bancos anatômicos e suspensão macia. Além disso, o isolamento acústico é bastante eficiente. E há até ar-condicionado. Esse dispositivo, porém, tem importância vital, antes de servir como climatizador de ambientes. Como veículo da infantaria, divisão do Exército que vai à linha de frente nos combates, o Guarani dispõe de um sistema de controle da cabine, que inclui ventilação forçada, com filtro químico, biológico e nuclear (QBN). Assim, pode garantir a saúde de seus ocupantes mesmo em caso de ataque químico.
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Para proteção antiminas, piso e bancos são ancorados no teto do blindado | Crédito: Adriano Fagundes
Esse sistema possibilita ainda a renovação do ar e a exaustão de gases em caso de incêndio. O Guarani possui um aparato de sensores, difusores e extintores capazes de detectar e extinguir um incêndio em milésimos de segundo. Para atestar a eficiência desse sistema, os militares contam que recorreram mais uma vez aos dummies. Com os manequins devidamente instalados nos assentos e monitorados, a cabine foi encharcada com diesel e incendiada. Com o tempo de resposta dos sensores inferior a 2 milissegundos e o da abertura dos extintores inferior a 10 milissegundos, os dummies registraram o aumento da temperatura, mas sem sofrer queimaduras.
Antes de assumir o volante, ouvimos uma longa explicação sobre o cockpit do carro, composto por monitores, painel de segurança e periscópios, além de volante, pedais, alavanca de câmbio e demais comandos comuns aos automóveis. E os manetes de comando anfíbio, já que navegar em rios e lagoas é outra das faculdades do Guarani. A maior parte do tempo foi usada para apresentar as funções do visor principal. Esse dispositivo é dividido em seis áreas. Na região central encontram-se o velocímetro, o conta-giros, os indicadores de temperatura (motor, transmissão, óleo e combustível) e uma seção de luzes-espia. Nas laterais e no topo, uma sequência de teclas que acionam menus e submenus.
VBTP Guarani
Visibilidade a cargo de periscópios e da tela de 6 polegadas (com câmera externa) | Crédito: Adriano Fagundes
A matriz abriga mais de 40 funções de acionamento dos diversos sistemas. Um deles é o da transmissão (com as opções de tração 6x6 e 6x4, alongada e reduzida, e com bloqueio individual para cada eixo). Outro é o de navegação anfíbia, que, entre outras coisas, pressuriza os componentes mecânicos submersos, para que permaneçam secos. Todos os sistemas do Guarani são gerenciados por centrais eletrônicas, interligadas por uma rede CAN, que acompanham todas as variáveis relativas ao funcionamento do veículo, bem como enviar e receber comandos dos usuários e realizar testes de autodiagnose e varreduras em busca de falhas diversas.
VBTP Guarani
Visor principal, de 10 polegadas, concentra os comandos dos diversos sistemas | Crédito: Adriano Fagundes
Periscópios e câmeras
Para dar a partida, é necessário ligar primeiro a chave geral. Depois, basta apertar um botão para acordar o motor 8.7 diesel de seis cilindros em linha. Fornecido pela FPT (Fiat Powertrain Technologies), ele gera 383 cv de potência e 154 mkgf de torque. O câmbio é automático de seis marchas. Para sair, basta colocar a alavanca em Drive e acelerar, como em qualquer automóvel. Já nos primeiros metros, é nítida a força do motor. Rodamos na pista off-road do CAEx, de terra batida. A impressão é de que o Guarani não se detém em nenhum obstáculo, dispensando o motorista de escolher a melhor trilha.
Segundo o Exército, o Guarani acelera de 0 a 30 km/h em 7,4 segundos e atinge 95 km/h de velocidade máxima. Em nosso test-drive, chegamos a 50 km/h, no modo de tração 6x4. Em 6x6 ele fica mais lento, embora com mais força nas rodas (ele é capaz de vencer rampas de até 60% de inclinação). Na água, a velocidade máxima é de 9 km/h. Por causa de obras no Campo de Avaliações, não avaliamos o blindado no modo anfíbio. No que diz respeito ao consumo de combustível, o Guarani pode rodar com diesel B5 (95% diesel, 5% biodiesel) ou querosene de aviação (na proporção de 90%, mais 10% diesel). Ele possui dois reservatórios (um traseiro e outro dianteiro), com capacidade total de 270 litros, sendo 260 litros utilizáveis. O consumo médio, segundo o Exército, é de 2,3 km/l (de diesel), em velocidade constante de 70 km/h.
VBTP Guarani
O Guarani tem hélices para propulsão anfíbia | Crédito: Adriano Fagundes
A direção hidráulica não exige esforço, mas a relação de direção é bastante indireta. Para manobrar, é necessário dar várias voltas ao volante. No Guarani, os dois eixos dianteiros são direcionais. O banco do motorista é tão confortável quanto os dos passageiros. Nessa posição, porém, é mais fácil ouvir o motor ao lado e perceber o trabalho da suspensão, do tipo McPherson independente nas seis rodas. Esse conjunto absorve bem as irregularidades, mas deixa a carroceria oscilar bastante, principalmente nas frenagens, quando o deslocamento de peso é grande. Esse comportamento não é percebido como inseguro, no entanto. O Guarani freia com disposição. Ele vai de 60 km/h a 0 em 30 metros, segundo o Exército. Isso é o dobro do necessário para frear um automóvel. Mas um carro é 16 vezes mais leve. O blindado tem dez pinças no total, duas para cada um dos quatro discos dianteiros e uma para os discos traseiros.
VBTP Guarani
Com o suporte das armas, o Guarani fica com 3,3 metros de altura | Crédito: Adriano Fagundes
A maior dificuldade para um recruta de primeira viagem é se adaptar às dimensões do carro, porque a visibilidade é reduzida. O Guarani pode ser dirigido com as escotilhas fechadas (em missões reais) ou abertas (em manobras no quartel ou de patrulhamento). Com a escotilha fechada, não há para-brisa. No lugar, o motorista conta com três periscópios com campo de visão de 46 graus (horizontal) e 20 graus (vertical), aproximadamente. E duas câmeras de vídeo (uma dianteira e outra traseira). Com a escotilha aberta, a visibilidade aumenta, porque o motorista viaja com a cabeça do lado de fora. Para se posicionar assim, basta regular a altura do banco, que é sustentado por uma coluna hidráulica. O problema, nesse caso, é que o volante e os pedais não acompanham o assento. O banco deve ser ajustado de modo que os pés alcancem os pedais, as mãos encontrem o volante (que fica na altura dos joelhos) e os olhos fiquem acima da escotilha. Uma vez acomodado, o Guarani fica bem divertido de dirigir.
VBTP Guarani
Suporte automatizado para metralhadora conta com mira laser e visão noturna | Crédito: Adriano Fagundes
Para finalizar a apresentação, voltamos ao compartimento da tropa para conhecer um dos sistemas de armas possíveis de serem instalados no blindado. Há três opções: canhão automático 30 x 173 mm, suporte automatizado de metralhadora e suporte manual de metralhadora. A unidade avaliada estava equipada com a segunda opção e metralhadora .50, controlada pelo atirador de dentro da cabine, por meio de uma tela LCD e dois joysticks. Esse dispositivo conta com computador balístico (para cálculo da trajetória das balas), mira laser e visão noturna, entre outros recursos. O alto poder de fogo foi outra das premissas do projeto para o Guarani superar os antecessores.
VBTP Guarani
Tiros da metralhadora são disparados por joysticks | Crédito: Adriano Fagundes
VEREDICTO
O Guarani deixou a nítida impressão de que os projetistas do Exército e da Iveco conseguiram fazer um blindado capaz de superar os antigos Urutu e Cascavel e de ter uma carreira de sucesso internacional.
FICHA TÉCNICA
Motordiesel; diant.; 6 cil
Cilindrada8 710 cm3
Potência383 cv a 2 100 rpm
Torque154 mkgf a 1 100 rpm
Câmbioautomático de 6 marchas, 6x6
Carroceriamonovolume, chassi de longarinas, carcaça de aço balístico homogêneo, 1 porta, 5 escotilhas, 11 lugares
Dimensõescomprimento, 710 cm; largura, 277 cm; altura, 260 cm (sem torre de armas); entreeixos, 170 cm, + 200 cm; bitola, 226 cm; diâm. de giro, 19,8 m
Peso16 000 kg
Porta-malas/caçamba2 300 kg
Suspensão dianteiraMcPherson nos 3 eixos, com elemento (mola e amortecedor) pneumático
Suspensão traseiraMcPherson nos 3 eixos, com elemento (mola e amortecedor) pneumático
Freioshidropneumático, com discos nas 6 rodas, ABS e freio de estacionamento na transmissão
Direçãohidráulica (esterço no 1º e no 2º eixos)
Pneus14.00R20
Velocidade máxima95 km/h (na água, 9 km/h), autonomia 600 km (70 km/h)

ENGESA EE-34


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| Crédito: QUATRO RODAS
No meio militar, nenhum veículo é tão versá- til quanto uma VTNE (Viatura de Transporte Não Especializado), um 4x4 de 750 kg de carga para transporte de tropas, ambulância ou telecomunicações. No Brasil, os precursores foram os Dodge WC e M37, sucedidos pela Willys Pickup e Chevrolet C14/C15. Nos anos 80, o posto foi ocupado pelo Engesa EE-34, que fez carreira no Exército.
O EE-34 confunde-se com a história da própria Engesa (Engenheiros Especializados S/A), que até os anos 60 fazia peças de reposição para a Petrobras. Ao ver que os veículos da estatal atolavam a caminho dos poços de petróleo, a Engesa desenvolveu um kit de 4x4 simples e eficiente, a Tração Total. Ela foi um sucesso e estreitou os laços da Engesa com o governo militar. A GM também se interessou pela Tração Total e a homologou para seus utilitários, tornando-se o principal fornecedor de VTNE para as Forças Armadas, com as picapes Chevrolet C14/C15 com sistema 24 volts, cabine aberta e para-brisa basculante.
Sucesso entre civis e militares, a Tração Total ainda viraria kit para picapes usadas, com a transformação a cargo da Envemo (Engenharia de Veículos e Motores Ltda.), do empresário Angelo Gonçalves. Em 1981 Angelo apresentou sua própria VTNE, ainda mais robusta e valente: o EE-34. Baseado nas C14/C15, o estilo era inspirado em utilitários militares americanos, como o Kaiser Jeep M715. A carroceria era da Envemo, mas o resto vinha de outros fabricantes nacionais: o motor Perkins 4236 formava um conjunto elogiado com o câmbio Clark 240V de cinco marchas, autonomia de 600 km e máxima de 100 km/h.
Mas sua principal evolução era a quase indestrutível caixa de transferência Engesa de duas velocidades, originalmente dos caminhões EE-15/EE-25, com peso bruto superior a 6 toneladas. Ela foi adotada para eliminar a principal limitação técnica do antigo Sistema Tração Total: a ausência da reduzida.
Rústico e espartano, o interior suportava bem as intempéries, com bancos revestidos de vinil e painel que só tinha o essencial: velocímetro, hodômetro, marcador de combustível, termômetro e luzes-espia. No assoalho, três alavancas: câmbio, tração 4x4 e reduzida. Os freios eram a tambor nas quatro rodas.
No total foram feitos 472 EE-34, 86 sob a batuta da Envemo (1981 a 1985), e 386 pela Engesa (1983 a 1985). A Engesa desenvolveu ainda uma segunda geração em 1989, baseada na Chevrolet D20. Os EE-34 caíram em mãos civis à medida que foram trocados no Exército pelos JPX Montez, Toyota Bandeirante e Land Rover Defender. O exemplar das fotos, do dentista Fábio Bellucci Leite, foi fabricado em 1983 e hoje participa só de exposições e desfiles cívicos: "É muito legal ver a curiosidade que ele desperta, já que são poucos os que conhecem sua história".
Ao fim da produção do EE-34, a Engesa estava em situação financeira delicada, resultado de má administração e fatores externos, como a queda mundial na demanda por veículos militares. O fomento à indústria de defesa já não era prioridade do governo e a empresa não conseguiu se adaptar ao mercado civil, como Embraer e Avibrás. A falência veio em 1993, representando o fim da empresa que figurou entre as cinco maiores fabricantes de material bélico do mundo.
FICHA TÉCNICA
Motorlongitudinal, 6 cilindros em linha, 3861 cm3, carburador simples, comando de válvulas central único, a gasolina
Potência86 cv a 2800 rpm
Torque26,4 mkgf a 1400 rpm
Câmbiomanual de 5 marchas, tração traseira permanente e tração 4x4 temporária
Dimensõescomprimento, 511 cm; largura, 204 cm; altura, 220 cm; entre-eixos, 292 cm
Peso2500 kg
Pneus7,50 x 16, Pirelli Candango diagonais

NISSAN TITAN WARRIOR

Ninguém dúvida que a Ford Raptor é uma das picapes mais mal-encaradas vendidas nos EUA. Mas será que ela seria tudo isso se a concorrência lançasse rivais à altura? A Nissan quer provar que não com a Titan Warrior.
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Pneus off-road de 37 polegadas calçam a picape | Crédito: divulgação
Projetada pela equipe de design da Nissan na América do Norte, ela é baseada na Titan convencional, embora tenha um visual muito mais intimidador. A suspensão reforçada e os pneus fora-de-estrada de 37 polegadas com rodas de 18 polegadas fizeram a altura total aumentar de 1,99 metro para 2,07 metros.
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Suspensão reforçada tem amortecedores de competição | Crédito: divulgação
O porte avantajado não é o único “fator intimidador” da Titan Warrior: a picape tem uma chamativa pintura chumbo, simulando uma armadura, com direito a detalhes pintados de preto e laranja. Além disso, faróis e lanternas de led foram redesenhados, os para-lamas foram alargados, o capô ganhou entradas de ar funcionais e leds auxiliares foram instalados no teto.
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Visual parrudo inclui novos faróis e lanternas | Crédito: divulgação
O motor que impulsiona a picape é um 5.0 V8 turbodiesel fabricado pela Cummins, acoplado a uma transmissão automática de seis marchas fornecida pela Aisin. Embora ainda seja apenas um estudo, a própria Nissan admite que o veículo pode servir de inspiração. “Embora a nova Titan XD tenha acabado de chegar às revendas Nissan no mês passado, decidimos explorar novos territórios e mostrar até onde podemos levar a Titan futuramente”, afirmou José Muñoz, vice-presidente executivo e chairman da Nissan North America.
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Interior tem apliques nas cores laranja e preta | Crédito: divulgação
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Studebaker Coupe-Express


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| Crédito: QUATRO RODAS
É provável que você nunca tenha ouvido falar nessa picape, o que é compreensível, já que a montadora deixou de existir em 1967 e a Coupe-Express foi um total fiasco de vendas (mal conseguia três mil unidades ao ano). Mas o fato é que ele foi um dos primeiros veículos mistos (quase o que costumamos chamar hoje em dia de crossover), misturando a capacidade de carga de uma picape (até 500 kg) com as características luxuosas de cabine de um cupê. Modelos bem mais populares, como Ford Ranchero e Chevrolet El Camino, se inspirariam nela.

Dodge D100 Club Cab


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| Crédito: QUATRO RODAS
Foi a pioneira em relação ao conceito de cabines estendidas, sendo lançada em 1972. A receita era simples: um pouco mais de espaço atrás dos bancos do motorista e do passageiro, incluindo pequenos vidros, e a possibilidade de carregar mais pessoas na cabine; por outro lado, nada de portas adicionais ou de uma fileira que aumentasse demais a extensão do veículo ou roubasse espaço dedicado à caçamba. Em pouco tempo, o conceito introduzido pela D100 Club Cab passaria a ser copiado pelas rivais.

Chevrolet Cameo


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| Crédito: QUATRO RODAS
Não se engane. Este modelo não primou pelo volume de vendas, longe disso. Na verdade, seu grande mérito foi a redução da distância entre as picapes convencionais e os carros de passeio. Foi lançada em 1955 e, depois dela, outras marcas passariam a seguir pelo mesmo caminho, incluindo a Ford (com a Styleside) e a Dodge (com a Sweptside). Além dos predicados modernos relativos ao design, era bem mais bruta em termos de motorização, já que tinha um propulsor V8 sob o capô - por padrão, as picapes da época contavam com motores de seis cilindros.

Chevrolet Silverado


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| Crédito: QUATRO RODAS
Das grandes concorrentes norte-americanas, foi a última a estrear no mercado, em 1998. Mas isso não significa desvantagem em relação às concorrentes de Ford e RAM. Em sua mais recente geração, a terceira, mostrada em dezembro de 2012, a Silverado deu um salto em termos de design e passou a ocupar um lugar de destaque no mercado norte-americano. Atualmente, é o segundo modelo mais vendido por lá, perdendo apenas para a Ford F-Series.